quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Uma foto, uma história - "ops..."

Uma foto, uma história - "ops..."

Sempre que coloco nectar a disposição dos beija-flores no meu quintal, já sei que a batalha entre as cambacicas e os beija-flores é certa.

O principal protagonista desta disputa é o "beija flor tesoura" ele que é talvez o integrante mais famoso dos beija-flores, ao menos no Brasil não amazônico, provavelmente pela sua abundância em locais urbanizados, pela beleza de sua coloração, pela tesoura facilmente reconhecível e principalmente pelos seu comportamento abusado, é um dos maiores e mais briguentos beija-flores. É também conhecido como beija-flor-rabo-de-tesoura e tesourão.

É um dos maiores beija-flores, podendo atingir 19 cm de comprimento e 9 g em peso, caracteriza-se pela cauda profundamente bifurcada que toma quase 2/3 do tamanho total. A cabeça e o pescoço são azuis e resto da plumagem verde-escuro brilhante.

Os beija-flores têm o metabolismo mais acelerado entre as aves. Podemos dizer que eles vivem em outro rítmo, pois tudo é acelerado. Quando em vôo podem bater as asas dezenas de vezes por segundo. O canto é muito agudo e rápido, parecendo um simples assovio para nossos ouvidos, mas quem estuda bioacústica sabe que quando a vocalização destas aves é analisada com cuidado em um sonograma esta mostra-se muito complexa e até melodiosa (para os ouvidos dos beija-flores).

Assim como outros beija-flores alimenta-se basicamente de néctar de flores, mas também caça pequenos insetos com grande habilidade.

Durante o acasalamento, macho e fêmea realizam vôos de zigue-zague, ocorrendo vôos rasantes do macho sobre a fêmea. O ninho, em forma de tigela, é assentado numa forquilha de arbusto ou árvore, a cerca de 2 a 3 metros do solo. O material utilizado na construção é composto por fibras vegetais incluindo painas, musgos e líquens, aderidos extremamente com teias de aranha. Põe de dois a três ovos brancos nos meses de janeiro e fevereiro. Somente a fêmea incuba os ovos e os filhotes nascem após 15 dias e são alimentados principalmente com insetos.

Não costuma ter medo do ser humano, aproximando-se das pessoas para se alimentar nas garrafas com água e açúcar, ou nas flores de seus jardins. É uma espécie territorialista. Em algumas épocas do ano quando há menos disponibilidade de néctar esta ave adota uma única árvore, que pode ser um mulungu ou um ipê como a sede de seu território e a defende ferozmente contra qualquer outra ave, principalmente contra outros beija-flores e contra as cambacicas.

Assim que o bebedouro é colocado a disposição dos passarinhos os primeiros a chegar são as cambacicas, que se fartam fazendo uma algazarra bem caracteristica, mas a farra dura pouco, assim que o "Tesoura" chega a festa acaba, e qualquer tentativa por parte das cambacicas de usar o bebedouro é reprimida com vigor pelo "tesoura". O bebedouro fica logo acima do varal de roupas, onde o beija flor transforma em puleiro e fica vijiando o bebedouro durante o dia todo, não sai nem para...

Informações obtidas em: http://www.wikiaves.com.br/beija-flor-tesoura
Informações técnicas: Camera Canon T2i, Lente EF70-200mm f/2,8L USM, velocidade 1/640, abertura f/2,8 e sensibilidade ISO 800.

Uma foto, uma história - sinuosa

Uma foto, uma história - sinuosa.jpg

O Hotel Fazenda “Boa Luz” fica na Rodovia BR-235, Km 16. Em Laranjeiras, cidade histórica de Sergipe.

Estive lá em 2010 quando retornava de Aracaju, onde passei os festejos juninos, estávamos em um grupo de oito pessoas e a idéia de passar o dia no “Boa Luz” foi recebida com unanimidade, compramos o “vouchê” para o “day use” no próprio hotel onde ficamos hospedados na Praia de Atalaia.

Cedinho, logo após o café da manhã partimos para o Boa Luz, não é difícil chegar existem muitas placas sinalizando o caminho de Aracaju até a fazenda.

Chegamos por volta da 9:00h e fomos informados dos procedimentos e das normas da utilização do espaço, neste momento descobrimos que o “day use” era apenas uma espécie de ingresso, pois as atividades disponíveis e o consumo de alimentos e bebidas não estavam inclusos e seriam cobrados separadamente, para isso recebemos uma espécie de comanda, onde seriam controlados os consumos.

Eles mantém uma espécie de zoológico, que eu particularmente achei “fraquinho” saquei a câmera (Canon XSi) e sai a procura de imagens que merecessem o registro, fora do grupo, já que um passeio de contemplação é bem diferente de uma caminhada com intenção fotográfica.

Em uma dessas caminhadas, (fiz a mesma trilha três vezes!) percebi o movimento na vegetação e fiquei atento e ansioso, preparado para registrar o responsável por aquela movimentação, fiquei surpreso quando a cobra saiu do capim na margem da lagoa e segui pela estrada sem se incomodar com a minha presença.

Sempre experimentando o ar com sua característica língua bifurcada, percebendo que ela não se incomodava com a minha presença, ousei trocando a lente tele, por uma macro Sigma 105mm, com a clara intenção de registrar a língua em ação.

A única dificuldade foi ficar de joelhos para obter o ângulo desejado, sobre uma pedra coberta de liquens, fiz algumas fotos em seqüência com o foco cravado na cabeça da cobra e para minha satisfação consegui essa foto com a língua perfeitamente focada como era o meu desejo.

A Fazenda Boa Luz é um lugar agradável, silencioso, tranqüilo, andando com atenção é possível encontrar belas imagens, gostei muito de fotografar lá, recomendo para quem não conhece ainda.

É um bom passeio, principalmente com crianças, no final da tarde eles promovem um inusitado desfile de animais, eu na verdade destaco com louvor o almoço, muito saboroso, me fartei e cometi o pecado da gula com empenho.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Uma foto, uma história - Polo Petroquimico de Camaçari

Uma foto, uma história - Polo Petroquimico de Camaçari

O Polo iniciou suas operações em 1978. É o primeiro complexo petroquímico planejado do País e está localizado no município de Camaçari, a 50 quilômetros de Salvador, capital do Estado da Bahia.

Maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul, o Polo tem mais de 90 empresas químicas, petroquímicas e de outros ramos de atividade como indústria automotiva, de celulose, metalurgia do cobre, têxtil, bebidas e serviços.

Com a atração de novos empreendimentos para a Bahia, o Polo Industrial de Camaçari experimenta novo ciclo de expansão, gerando mais oportunidades de emprego e renda para o Nordeste.

A produção de automóveis pela Ford, no Polo de Camaçari, consolida a trajetória de diversificação no Complexo Industrial e amplia as perspectivas de integração do segmento petroquímico com a indústria de transformação. Fonte www.coficpolo.com.br/

Bom essa ai em cima é a história institucional, para mim o Polo é a razão, o motivo pelo qual estou aqui em Camaçari, meu pai veio do interior para trabalhar na terraplenagem de uma das fábricas do complexo, depois foi arrumando outros empregos e se especializando em manutenção industrial.

Meu irmão e minha irmã já nasceram aqui, eu cheguei aqui com pouco mais de 02 anos de idade, estudei sempre em escolas públicas aqui mesmo em Camaçari e também trabalhei no Polo, primeiro como analista químico e depois como operador de processos petroquímicos, sinceramente eu não gostava daquele trabalho, tive alguns problemas de saúde e acabei abandonando o Polo.

Hoje dificilmente vou ao Polo, hoje primeiro dia útil do horário de verão, quando sai do meu trabalho vi ao longe um forte chama no Polo, é o que sempre ouvi chamarem de “fler”, o que se constitui em uma espécie de chaminé enorme, onde são queimados resíduos dos processos petroquímicos.

A chama estava especialmente forte hoje, deve ter ocorrido algum problema ou hoje era dia de queimar os resíduos acumulados, deixando-se de lado as implicações ambientais a chama de cerca de cinco a seis metros, de cores intensas variando do amarelo quase branco ate o vermelho é um espetáculo bonito de admirar, pena que nos locais mais próximos não é permitido estacionar, nem mesmo de moto e nestas condições é difícil fotografar.

Fui para uma via periférica que dá acesso a cidade de Dias D’Àvila e de lá consegui fazer essa foto que coloco a disposição de vocês para os comentários que muito me agradam, fiquem a vontade para exprimir as suas impressões sobre a imagem!

Usei uma Canon T2i, ISO 100, abertura f/5,6 com 1/800 de velocidade, usando uma 70 – 200 f/2.8 L.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Uma foto, uma história - CINFANCAM 2011

Uma foto, uma história - CINFANCAM 2011

O CINFANCAM – Concurso Intermunicipal de Fanfarras e Bandas de Camaçari, é um evento do calendário do Campeonato Baiano de Fanfarras e Bandas que é promovido pela AFAB – Associação de Fanfarras e Bandas da Bahia.

O CINFANCAM é um grande fator de mobilização cultural, onde as corporações podem mostrar sua musicalidade, as coreografias e exibirem seus visuais, já que cada uma procura caprichar no figurino.

Estiveram em Camaçari varias Fanfarras e Bandas de diversos municípios do estado da Bahia.

O evento é promovido anualmente pela BAMUCA, e foi realizado no domingo dia 09/10, no estacionamento interno do Centro Comercial. Cerca de 3 mil pessoas aproveitaram a tarde do domingo, para prestigiar o 22º CINFANCAM.

A Bamuca na qualidade de promotora do evento não concorreu no concurso, mas realizou uma apresentação especial.

O evento equivale à 5ª etapa do Campeonato Baiano de Fanfarras, promovido pela AFAB (Associação de Fanfarras e Bandas da Bahia).

O concurso é dividido em cinco categorias e estes foram os vencedores:

Categoria musical com recurso e evoluções
1º BAMAR (Amélia Rodrigues)
2º CULTURAL (Pojuca)
3º FAMSIB (S. Fco do Conde)

Categoria musical simples
1º BANCIT (Conceição da Feira)
2º FAMUIBI (Ibirataia)
3º FAMBOSAC (Salvador)

Categoria divisão especial
1º DRAGÕES (Salvador)
2º BAMASA (Santo Amaro)

Categoria divisão especial com evolução
1º INTEGRAÇÃO DA BAHIA (Simões Filho)

Categoria musical com recurso
1º FANRESOL (Lauro de Freitas)
2º FAMEB (Ituberá)
3º FAMUVEC (Vera Cruz)

A expressão de contentamento, o garbo e a concentração na coreografia me chamaram muito a atenção na apresentação desta banda. Na foto usei uma Canon 70-200L, com 1/125 de velocidade com abertura f/2,8 e ISO 800 com uma câmera Canon T2i.

Uma foto, uma história - "sorvetão"

Uma foto, uma história - "sorvetão"

Em dezembro de 2010 fiz a minha primeira viajem para Itacaré, o tempo não ajudou muito, praticamente só houve um dia de sol, mas mesmo assim foi fotograficamente muito proveitoso. Itacaré é um lugar que eu recomendo.

Um dos lugares que conhecemos nesta viajem foi a Cachoeira do Tijuípe que fica na Estrada Itacaré - Serra Grande o acesso é pela rodovia BA-001, entre Itacaré e Serra Grande.

Uma trilha curta e leve leva até a cachoeira que possui uns 4m de altura por 15m de largura, com uma piscina natural propicia para banho, como estava nublado o banho ficou para a próxima visita.

O lugar tem um boa infra-estrutura, bar, restaurante e uma bela coleção de “Heliconias” que são comercializadas em mudas, dentre todas as que vi lá me chamou a atenção o “Sorvetão”

Também conhecido como “gengibre-magnífico” é uma planta herbácea tipicamente tropical que pode ser encontrada crescendo naturalmente nas florestas ao sul da Tailândia.

Suas hastes surgem ao longo do forte rizoma, são eretas, semelhantes a cana, e podem alcançar cerca de 1,5 a 2 metros de altura. Suas folhas são verdes, longas e aveludadas na parte inferior.

As inflorescências surgem na base da planta, oriundas diretamente do rizoma. Elas são sustentadas por hastes fortes, eretas, com cerca de 40 cm.

As brácteas das flores são dispostas formando alvéolos, essa textura peculiar rendeu-lhe o nome de Beehive Ginger (gengibre-colméia) em inglês.

O conjunto da inflorescência tem um semelhante a um abacaxi. Quando jovens, as brácteas tomam uma coloração esverdeada a amarelo-pálida e, com o tempo vão tornando-se vermelhas.

As inflorescências do gengibre-magnífico são muito duráveis e utilizadas como flor-de-corte em belos arranjos tropicais.

No paisagismo, o gengibre-magnífico encaixa-se perfeitamente em renques junto a muros ou em maciços sob a copa das árvores. Sua folhagem tropical é muito bonita, mas sensível a queimaduras, portanto deve-se evitar a luz direta do sol.

Em condições ideais seu crescimento é rápido. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras, tendo desta forma seu crescimento controlado. As inflorescências surgem no verão e tem o perfume típico de gengibre.

Deve ser cultivada sob meia-sombra, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e mantido úmido. Aprecia o calor e a umidade tropicais sendo perene em climas quentes assim.

No entanto pode ser cultivada em climas subtropicais, mediterrâneos ou temperados, mas entra em dormência no inverno e deve ser protegida do frio rigoroso em estufas. (www.tocadoverde.com.br)

Duas mudas estão sendo cultivadas na casa da minha mãe e esperamos ansiosos pela sua primeira florada.

A foto foi feita usando uma Canon T2i, ISO 100 abertura f/2,8 e velocidade 1/1000 usando uma SIGMA 105mm macro.

Uma foto, uma história - Alceu Valença

Uma foto, uma história - Alceu Valença

No site oficial, www.alceuvalenca.com.br no link "bio" por Rafael Todeschini está escrito...

"Tem gente que se engessa em uma personalidade, alguns conseguem ser alguns e Alceu consegue ser vários.

O indefinível em um, pode ser definido em vários. Alceu não tem território definido e não deixa se territorializar.
Sua personalidade é múltipla e composta por diversos personagens, todos encarados de maneira singular e sincera, quase visceral.

Não tem medo de experimentar o novo, nem de resgatar o tradicional, sabe transitar sobre todos os universos com o seu olhar.

É um questionador. Senso crítico único. Pensa em tudo antes de tomar uma posição, mas nunca fica em "cima do muro" ou segue o fluxo.
Pode até se contradizer com naturalidade e sem nenhum trauma.
Os contrastes se complementam, o popular e erudito, o único e muitos, o singular e o plural...

Infinito, sempre surpreende quando menos se espera."

Eu já assisti muitos shows de Alceu Valença, é sempre um espetaculo, ele e performatico, sabe lidar com a plateia e tem um repertório que muito me agrada essa foto foi feita durante o show do "Capitão Alceu" nos festejos juninos em Aracaju em 2010, foi um grande show.

Esses novos equipamento de iluminação cénica utilizando LED's são um desafio para o ajuste de cor, principalmente como nesse caso onde foram usadas combinas com a iluminação incandescente, nestes casos costumo utilizar o ajuste de 3200K e nunca, em hipotese alguma uso flash para fotografar shows, eu ainda não tinha adquirido uma lente clara mais indicada para esse tipo de fotografia, mas não ausencia de uma lente clara, podemos compensar essa limitação com a combinação ISO alto e velocidade baixa, nesta foto usei ISO 800, velocidade 1/80 com abertura f/5,0 usando uma lente Canon EF 75-300mm f/4-5,6 USM conectada em uma Canon XSi.

Uma foto, uma história - Florzinha da Praia do Forte

Uma foto, uma história - Florzinha da Praia do Forte

No carnaval de 2010, resolvi não viajar, fiquei em Camaçari durante o Carnaval tudo fica muito caro, passagem aérea, hospedagem, passeios, daí resolvi alugar um carro por um precinho camarada, (amigos servem entre outras coisas para fazer descontos) e curtir o feriadão do carnaval por perto de casa.

Neste dia em especial fui a Praia do Forte, cerca de 70 Km de distancia da minha casa, como sempre sai cedo, vejo muitas vantagens em sair cedo! O transito é menor, a praia está mais tranqüila, as comidas estão mais fresquinhas e a praia não está tão lotada, isso sem falar é claro que a luz é muito melhor até as nove da manhã.

A Praia do Forte é um lugar muito agradável, sempre com muitas opções de diversão, a praia, o TAMAR, vários bares e restaurantes, um comercio de “souvenir” bem diversificado.

Normalmente fico na praia até no máximo dez horas da manhã, depois disso o sol é insuportável, ai é a hora de procurar um restaurante e ficar beliscando as iguarias típicas da beira mar.

Na Praia do Forte a variedade de opções é muito grande, eu recomendo sempre aos amigos o Restaurante do Souza, e o seu famosíssimo bolinho de peixe, alem da moquecas sempre deliciosas que são servidas por lá.

A florzinha da foto é justamente do jardim do Restaurante do Souza, feita com uma Sigma 105 Macro acoplada a uma Canon XSi, velocidade 1/125, abertura f/5.0 e sensibilidade ISO 200.